quinta-feira, 6 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
Publicação Diário da Manhã
Dualidade
Isabel C S Vargas
Até onde minha vista alcança,
Vejo acontecimentos ruins:
Violência, morte, destruição,
Falta de confiança, corrupção,
Guerras, tristeza, solidão.
O homem só pensa nas coisas materiais,
Passageiras, líquidas, fungíveis,
Sem perceber o que verdadeiramente importa
As coisas duradouras,
perenes, sem valor comercial.
Basta olhar para o alto e, em Cristo buscar forças,
Para transformar o mundo,
Pelo amor, fé e caridade.
O essencial são os sentimentos, a união,
Os valores que tornam o ser humano melhor,
Para criar uma sociedade pacífica e justa.
sábado, 1 de junho de 2013
ATUALIZAÇÃO VARAL DO LUNA-LUNA E AMIGOS
VARAL 25 -EDIÇÃO 598-ANO XIII-TEMA-ABRAÇO
VARAL Nº 25 EDIÇÃO 598 ANO XIII-
GRUPO LUNA&AMIGOS
TEMA: " ABRAÇO"
A-Agora, já posso avaliar:
B-Beijos ternos que te dei...
R-Reservei em tempo certo
A-A razão para reconciliar;
Ç-Com paciência, te reencontrei...
O-O coração está em PAZ, aberto,
S-Sem queixas, dei-te o perdão.Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil.
.
Gesto de ternura, carinho, aconchego.
Quem não deseja ser acolhido
Bem junto ao coração,
Em uma corrente que enlaça, aperta e,
Não machuca. O abraço é o
Gesto universal do amor .Isabel C S Vargas.
.
Últimas notícias.
NOTÍCIAS DO VARAL DO BRASIL ACOMPANHE!
Bom dia amigos do Varal!
Depois do acontecimento maravilhoso que foi nossa participação no Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra, por aqui e por aí não tivemos muita parada! Veja fotos de nossa participação aqui: http://www.varaldobrasil.ch/338512/index.html e confira como fizemos de nosso stand o ponto de encontro da literatura de língua Portuguesa em Genebra.
Na semana seguinte parti para Foz do Iguaçu para participar do Prêmio Literarte de Cultura, organizado pela equipe de Izabelle Valladares e que foi, com certeza, um grande sucesso e um grande evento, onde reinou a amizade e a literatura alçou voos! Você pode ver muitas fotos aqui: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.535630579811850.1073741835.100000947381442&type=1
Dias depois, já de retorno, parti para Zurique onde participei com muita alegria da mesa de debates sobre Redes Sociais e Integração no V Encontro Brasileiro, promovido pelo Conselho Brasileiro na Suíça. Foi realmente um encontro excepcional e você pode ler sobre o assunto aqui: http://www.swissinfo.ch/por/sociedade/Saudade_de_ter_saudade.html?cid=35993532 e ver fotos aqui: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.537128186328756.1073741836.100000947381442&type=1
Agora, na falta do calor e do sol que em geral a primavera sempre nos traz nesta época, vamos já pensando em coisas que possam nos aquecer e iluminar nossos dias!
Assim é que dia 2 de agosto estarei em Florianópolis junto com vários coautores para lançar nossa coletânea Varal Antológico 3. O evento será na Assembleia Legislativa do Estado e, além do coquetel e do lançamento do livro, apresentaremos também os livros individuais dos autores que lá conosco estarão.
Em setembro estarei em Bienne para o lançamento oficial na Suíça de meu livro Faca de Dois Gumes e apresentação de meus livros anteriores numa produção e convite da organização Madalena’s e do Calendário Brasileiro na Suíça (Multimondo e Madalena’s).
Em outubro terei o prazer de acompanhar a Literarte a Frankfurt e Viena para apresentação de meus livros no Salão do Livro de Frankfurt e no evento cultural promovido pela ABRASA, associação brasileira em Viena.
Desde junho estarão abertas as inscrições para o livro Varal Antológico 4 e a partir de agosto já teremos novidades sobre o 28º Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra e de nossa próxima participação.
No dia 2 de agosto serão anunciados oficialmente os vencedores do I Prêmio Varal do Brasil de Literatura e os textos premiados e os que receberão menção honrosa serão publicados em nossa revista de novembro, edição de 4 anos de aniversário do Varal do Brasil.
A próxima edição da revista, edição de julho/agosto, trazendo Segredos & Pecados, sairá no final de junho. As inscrições para esta edição estão encerradas, mas não esqueçam: estão abertas até dia 25 de junho as inscrições para a edição de setembro onde falaremos do HOMEM! Venha também com sua prosa ou seu verso falar do homem, de suas facetas, suas façanhas, de suas histórias e vitórias!
Amigos, obrigada pela companhia, obrigada por estarem sempre presentes!
Fiquem bem!
Jacqueline Aisenman
Editora-Chefe
Varal do Brasil
TRABALHO DE LOIVA HARTMANN ENVIADO PARA PUBLICAÇÃO
DOIS CHAMADOS JOÃO ...
Loiva Hartmann
Conselheira do IJSLN
“Música é vida interior. E quem tem vida interior, jamais padecerá de solidão.”
Arthur da Távola foi perfeito nesta interpretação. Mas, segundo esta professora de línguas, leitura é vida interior, e quem tem vida interior, jamais padecerá de solidão!.
À semelhança do excelente e longo registro que, pela credibilidade de quem o assinou, AMonquelat (dez artigos, dezembro 2012 a março 2013), deve figurar como documento histórico, igualmente fui apresentada a João Simões Lopes Neto. Há mais ou menos 35 anos, em aula de literatura brasileira, uma jovem professora universitária, trouxe um texto, de autor gaúcho, do qual emanava a brisa do campo, o ser humano não conspurcado pelas manhas da cidade e que se integrava perfeitamente ao ambiente. Fazia parte da natureza, assim como seu pingo e seu cusco. Via com olhos de ver.
“Deus estava no luzimento daquelas estrelas ... o cachorrinho tão fiel lembrava a amizade da minha gente ... o meu cavalo lembrava a liberdade, o trabalho, e o grilo cantador trazia a esperança ... e era luz de Deus por todos os lados! ...
A natureza flamante de vida! O ser humano em transcendência!
Não falávamos em regionalismo. Analisávamos um dos bons escritores brasileiros. E estou convicta de que o provincianismo e os rótulos aplicados a JSLN, restringiram duramente a divulgação de suas obras e demais talentos. Consequentemente, a percepção do quão abrangente é seu trabalho: como educador, patriota, escritor. Empresário? Como Érico Veríssimo, Castro Alves, John Keats, tantos e tantos outros, em todos os países, sequer conseguiam manter-se num emprego ou empresar o que quer que fosse, pois seu mundo era muito maior. Fossem pessoas normais, não teriam deixado o legado que, gerações após gerações, os cultuam. Não morreram, não morrerão jamais, permanecem encantados em suas obras.
Na revelação do Antigo Testamento, o gesto criador de Deus é a palavra. As coisas existem e são o que são porque falamos por um poder instituidor original.
Leitora assídua e pesquisadora de J.G. Rosa, há muitos anos, seguidamente percebo a intertextualidade, o diálogo entre os textos dos dois Joões. Em que? Além da coincidência perfeita na estrutura narrativa, principalmente pela linguagem, a qual, deduzo, é uma necessidade temática profunda – uma forma de conhecimento e de interpretação da realidade, em ambos! O vocábulo inédito leva ao âmago das coisas e a revelação de sua essência se faz unicamente por meio desse vocábulo.
Mais, em ambos, há a fusão perfeita entre prosa e poesia. O que valeu, foi o ileso gume do vocábulo pouco visto e menos ainda ouvido além das fronteiras em que foi concebido. A expressão regional, pela temática universal, alcançou o cosmo.
A diferença entre os dois, está em que, Rosa, ao invés de apenas recolher a linguagem coloquial regionalista e estampá-la em sua obra, recria essa linguagem, servindo-se para isso de recursos inusitados, que vão desde a criação lingüística pessoal até à mistura artisticamente dosada de vocábulos arcaicos e modernos, nacionais e estrangeiros, eruditos e populares (inclusive gíria e termos indígenas) e ao jogo exótico das palavras na frase, obtendo assim um ritmo personalíssimo e surpreendente. Ao invés de caracterizar limitadamente o homem do sertão mineiro, dá um sensível toque de universalidade ao enfoque desse homem: partindo das tradições e costumes restritos de um determinado grupo humano, medita tão a fundo sobre isso, que suas postulações passam a ser válidas como tradução da problemática humana em todos os lugares e em todos os tempos.
Rosa e Simões, citadinos cultos, fixaram o momento histórico e o homem do interior, mas o diálogo existente entre seus textos, e muitos outros que as análises cada vez mais intensas mostram e mostrarão, promove a universalidade de suas obras. Os seres rudes, em mundo próprio, retratados pelos Joões, são mergulhados, através dos temas, num horizonte aberto, universal, mas, cuja moldura é sempre, em Rosa, o sertão mineiro, e em Simões, a inigualável, apaixonante e solitária campanha rio-grandense!
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